terça-feira, 16 de maio de 2017

RESENHA: O ÚLTIMO ADEUS





O ÚLTIMO ADEUS
O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante.

Lexie, uma garota de 18 anos está passando por um momento muito triste, uma tragédia familiar.
Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio na garagem de casa. E o  único bilhete que o Ty deixou foi um post-it escrito: "Desculpa, mãe, mas eu estava muito vazio".
Não é a primeira vez que Tyler tenta tirar a própria vida. Quando ele soube  da separação de seus pais, ele tenta o suicídio tomando todo frasco de remédios.
O tempo passou  ele, ficou um jovem popular, atleta, mas sempre com um indício de tristeza dentro de si. Ele começou a namorar Ashley,  uma garota linda,  ele parecia bem feliz. Mas, tudo mudou do nada ele terminou o namoro.

"Isso vai parecer meio lugar-comum, acho, mas nunca se sabe quando vai ser a última vez. Que você abraça alguém. Que você beija. Que você se despede."


Ty e Lex eram bem próximos e por conta disso, Lex se sente culpada por não ter percebido pelo o que o irmão estava passando. Ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz.
Sem conseguir  seguir em frente, ela vai ao um terapeuta. Dave, pede que comece um diário, um que tenha destinatário, que pode ser para qualquer um, pra escrever sobre o que sente, principalmente sobre Tyler.
Lex, relutante começa escrever no diário com lembranças; como a primeira vez que ela viu seu irmão, a última vez em que falou com ele.

“O perdão é confuso, Alexis, porque, no fim, tem mais a ver com você do que com a pessoas que esta sendo perdoada.”

“Como aquele velho ditado que diz que guardar mágoa é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra.”


Lexie,  começou a ver indícios do seu irmão em todos os lugares, como um porta-retrato no chão e sem a foto, sentia seu perfume, viu no espelho e até dentro do carro quando dirigia. Estas aparições a deixavam ainda mais culpada,  parecia que ele tinha sempre algo a dizer.
Seria verdade, ilusão ou loucura?


“As pessoas que amamos nunca se vão de verdade.”

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Lex.  E vai te conquistando aos poucos, pois com o avanço da leitura, você vai se colocando no lugar da protagonista e passa a ser impossível você não sentir o que ela sente, não sofrer quando ela sofre. Como Lex é nerd e sonha em cursar matemática no MIT, a autora vai inserindo inúmeros dados sobre o suicídio,  onde existem muitos jovens sofrendo depressão, uma leitura deste tipo é fundamental, As pessoas emitem sinais que não estão bem. Dificilmente alguém comete suicídio sem dar indícios disto antes.

Em “O último Adeus” um livro sensível, delicado e com muitos ensinamentos sobre ter empatia com o próximo, nos fala sobre a vida, sobre quem fica e como seguir em frente. Sobre superação e sobre perdoar a nós mesmos e aos outros.

Beijos Carinhosos,
Dani S2



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